segunda-feira, 28 de abril de 2014

E, de novo, o momento pelo qual todos ansiavam....o QUARTO CAPÍTULO  da "saga" da Alexandra.

   O facto é que Alexandra é feliz, porque se sente feliz. Baralhados? Eu passo a explicar: Alexandra vive no modo "PROTEÇÃO", aplicando-o, como já se viu, tanto à sua vida profissional como pessoal. Vai contornando as experiências, vai vislumbrando a dor das desilusões, vai debicando as novidades, sem nunca mergulhar verdadeiramente nelas, privando-se, tanto quanto possível de tudo quanto possa ser prova de sofrimento.
   Muitos continuarão a interrogar-se: mas como? Sem sofrimento não há crescimento pessoal, sem  frustração não há evolução interior, como pode esta mulher abster-se das agruras, dos desgostos?
  A vida é feita de escolhas. Trata-se de um cliché, mas é verdade! Não há volta a dar às verdades incontornáveis. E agora que entrei num pensamento circular, podemos permanecer na nossa curiosidade insatisfeita. Não é possível que exista uma pessoa assim. E Alexandra não parece ser fria, insensível ou crua.
  Então, houve uma fase, uma etapa em que ela foi  uma outra.
  Depois,  em algum momento da sua vida , de forma súbita e impulsiva  ou ponderada e lenta, ela  decidiu  transformar-se e escolheu ser diferente. Fez esta opção e não parece arrependida. Qual o facto marcante que se tornou o ponto de viragem da sua existência? Seria fascinante que esse acontecimento fosse um caso amoroso, um paixão vibrante mas infeliz que apimentasse as nossas fantasias.
   É fascinante como  o amor sabe despertar em quem o vive ou a quem ele assiste um frenesim e uma curiosidade quase insaciável. O amor é um assunto que nunca se esgota, nunca se  acaba, é por isso que é eterno...

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